3 passos para um bom trabalho em grupo na escola

O trabalho em grupo na escola é um dos pilares a abordagem Mentalidades Matemáticas. Experiências e estudos já comprovaram que a colaboração é bastante benéfica ao aprendizado, pois estimula a escuta com respeito, a diversidade, o senso de comunidade. Na prática, contudo, nem todos os professores são adeptos desse tipo de atividade. Quem acompanha os memes na internet sabe os motivos: muitas vezes, todo o trabalho fica para um ou dois alunos e a presença do restante fica restrita ao nome na capa da tarefa ou a alguns minutos na apresentação.

Para evitar que a experiência se desenrole dessa maneira, algumas dicas da professora Jo Boaler – criadora do Mentalidades Matemáticas – podem ajudar. A seguir, veja orientações que ela traz em seu livro Mente sem Barreiras.

Abrindo mentes

Muitos alunos não gostam de fazer trabalho em grupo na escola. Um dos motivos é a crença de que as ideias dos outros são inferiores. Mudar essa forma de pensar, portanto, é um primeiro passo antes de sugerir atividades em conjunto. 

“Os alunos começarão a apreciar e pensar positivamente uns sobre os outros se os professores destacarem a importância sobre diferentes formas de pensar”, atesta Jo Boaler, referindo-se à matemática ou a qualquer disciplina.

Já falamos aqui no blog sobre a importância da mentalidade de crescimento, que, em linhas gerais, baseia-se na crença de que podemos sempre aprender e desenvolver novas habilidades. Ao estimular essa postura nos alunos, consequentemente incentivamos que eles se sintam mais seguros. A autoconfiança, por sua vez, contribui para a aceitação das diferenças e a valorização da diversidade.

“Se alunos e crianças entrarem em colaborações com a crença de que qualquer um pode mudar e crescer e que ideias diferentes devem ser valorizadas, isso alterará completamente as interações que se seguem”, conclui Jo.

Como começar o trabalho em grupo na escola

No tópico anterior você viu sugestões que devem ser adotadas antes do trabalho em grupo na escola. Agora falaremos sobre o que deve ser feito durante a atividade. É neste momento que Jo Boaler destaca a inclusão. Ao iniciar a prática, sugira que os alunos exponham suas ideias, sem julgamentos ou expectativa de uma determinada resposta, utilizando perguntas como: como você vê isso? Como abordaria isso?

“Quando os alunos começam o trabalho em grupo compartilhando sua perspectiva e modo de ver um problema, eles ficam envolvidos e sentem-se incluídos no trabalho, o que é o início perfeito para interações grupais”, observa Jo.

Acolhendo a incerteza

Sabe aquela sensação de que você precisa saber tudo, se não os outros vão te julgar? Ela acomete boa parte das pessoas. O problema é que a insegurança causada por esse sentimento nos limita. Falando sobre trabalho em grupo na escola, se os alunos acham que devem saber tudo sempre, as chances de exporem suas ideias será menor. Como professor, vale compartilhar em sala de aula os seus próprios momentos de incerteza. Mostre para os alunos que não há nada de errado nessas ocasiões. Elas são, na verdade, oportunidades para troca de ideias e expansão do conhecimento.

E mais…

Para ter uma boa prática de trabalho em grupo na escola, outra ideia que pode ajudar é perguntar aos próprios alunos o que eles gostam e o que não gostam nesse tipo de atividade. 

Levante essas sugestões pedindo aos alunos para que reúnam-se em grupos e discutam entre si. Primeiro peça para que conversem sobre o que não gostam em relação ao trabalho em grupo e colete uma ideia de cada conjunto de alunos. Depois oriente para que levantem o que gostam nesse tipo de atividade. Mais uma vez, recolha uma ideia de cada grupo e reúna todas em cartazes. Pendure na parede da sala de aula para que sirva como lembrete. 

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