7 depoimentos inspiradores de professores de matemática

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É difícil ver escolas em que a matemática lidera a preferência dos alunos em relação às disciplinas. Nas turmas dos professores que você vai conhecer a seguir a realidade não fugia dessa regra. Porém, com mudanças na forma de ensinar, eles viram alunos mais engajados em aprender e realmente entender do que se trata essa matéria, que vai muito além de fórmulas prontas. 

A seguir, confira algumas dessas histórias que provam que é possível fazer a diferença!

Professores de matemática que vão te inspirar

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Imagem: Freepik

Liberdade para criar

A professora polivalente Indira Vânia Pereira da Silva era mais uma que não tinha a matemática entre as suas matérias preferidas. Mas isso mudou quando ela conheceu a abordagem Mentalidades Matemáticas. Vendo que a disciplina pode ser mais aberta, criativa e visual, a professora da rede SESI de Santos (SP) faz os seus alunos também perderem o medo da matemática apostando em atividades diferentes.

Uma das suas preferidas é a Conversas Numéricas, atividade em que os alunos devem fazer cálculos mentalmente para, depois, o professor registrar os resultados e as formas como os estudantes chegaram até eles. Assim, cada solução é investigada numérica e visualmente até definirem a forma correta.

“Os alunos usam estratégias visuais, símbolos, cores, formas, têm autonomia para decidir sua estratégia e como expressá-la. É uma atividade muito potente, que acessa os estudantes de uma forma muito transformadora”, contou Indira ao blog. Em entrevista ao Porvir, a educadora também destacou: “Eu transformei a minha concepção em relação à matemática. Percebi que ela pode, sim, ser equitativa e possível para todos”. 

Pensando matematicamente

Conversas Numéricas foi também a aposta da professora Patrícia Barreto quando atuava na rede pública da Bahia. “No início, os alunos sentiram dificuldade em lidar com a resposta diferente, pois estavam focados em chegar à resposta certa, mas compartilhei com eles a importância desses resultados e aos poucos foram se sentindo acolhidos e seguros para compartilhar seus erros”, contou ao Porvir

Segundo a educadora, o maior desafio é que os alunos costumam pensar a matemática por meio do algoritmo tradicional, fazendo operações no automático, sem entender seu funcionamento. Isso afasta muita gente da matemática, porque conteúdos que exigem flexibilidade numérica geram dificuldade. Nesse contexto, ao aplicar atividades que estimulem o raciocínio e a argumentação, é possível notar a diferença.

“A prática das conversas numéricas associadas a atividades abertas, criativas e visuais amplia os horizontes dos alunos. É notável o quanto eles evoluíram na argumentação, na explicação de suas ideias e na criatividade para resolução de um problema.”

Uma aula mais colorida

Fazer uso de uma matemática mais visual também rendeu melhores resultados nas turmas do professor André Vicente, que atua na rede pública de São Paulo. O educador apresentou aos seus alunos a atividade Números Visuais. No exercício, os alunos recebem folhas como esta abaixo. O desafio é encontrar padrões e ver diferentes formas de combinar outros números para formar um número.

“À primeira vista houve um estranhamento de onde o professor queria chegar com a atividade proposta. Mas depois de entenderem melhor para onde os questionamentos os estavam levando a pensar, se envolveram num exercício mais profundo de análise de cada termo da sequência e na descoberta dos fatores”, contou André ao blog. O exemplo reforça a importância da matemática visual no aprendizado e interesse dos alunos.

Sem medo de errar

Na sala de aula do Lucas Marçola, os alunos já sabem: nada de tirar sarro dos colegas pelos seus erros. A grande missão do professor, na verdade, é mostrar aos estudantes que errar não é um problema. “Eu sempre tento dizer o quanto os erros são importantes e quantas sinapses estão sendo feitas no momento em que erram e percebem o erro. Quando estamos fazendo algum exercício, por exemplo, eu acompanho a maneira como resolvem e, quando aparece o erro, eu aponto para a cabeça e digo ‘que o cérebro está crescendo’”, declarou o professor ao Porvir

Pode parecer pouco, mas atitudes assim tiram o medo e a ansiedade dos alunos, que às vezes até evitam tentar pelo medo de errar. O educador da rede estadual de São Paulo recorreu aos preceitos do Mentalidades Matemáticas até quando precisou dar aulas a distância, e foi mostrando que errar faz parte do processo de aprendizagem e que saber matemática não tem a ver com velocidade que o professor viu as suas turmas se transformarem. 

Todos podem aprender

Outro preceito do Mentalidades Matemáticas que faz a diferença na sala de aula é mostrar aos alunos que todos são capazes de aprender em altos níveis. E isso não é papo motivacional, há pesquisas, inclusive, que mostram que quem acredita ter um cérebro limitado tende a apresentar um desempenho inferior daqueles que possuem uma mentalidade de crescimento.

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E essa história foi comprovada pelos alunos da professora Keila Leitão, de Fortaleza (CE). Depois de conhecer a abordagem, a educadora rompeu barreiras de comunicação com seus alunos ao praticar e estimular a mentalidade de crescimento. “As minhas aulas passaram a trazer muitos recursos visuais, discussões coletivas sobre a construção de conceitos matemáticos, estudo de padrões, e principalmente, o respeito ao erro, considerado como oportunidade de aprendizagem”, disse ao blog.

Resultado: na Olimpíada Canguru de Matemática Brasil, os alunos de Keila obtiveram uma medalha de prata, uma de bronze e sete menções honrosas. No final do primeiro semestre de 2019, 11 alunos do 3º ano do ensino médio passaram no vestibular da Universidade Estadual do Ceará. E no final do ano, com as notas do ENEM, 80% dos estudantes ingressaram no ensino superior.

Matemática não é só fazer contas

O professor Auricelio Carneiro de Morais, de São João do Sabugi (RN), chegou a ser reprovado em matemática quando era estudante. Foi por meio de aulas de reforço que ele compreendeu o conteúdo e se encantou pela disciplina, passando a ajudar colegas que tinham dificuldade.

E para fazer com que seus alunos também passem por essa virada de chave, Auricelio apresenta uma matemática mais prazerosa a eles. “Matemática não é necessariamente sobre fazer conta. Muitas vezes, um desenho ou uma frase vão dar uma resposta convincente”, disse ao Itaú Social

Uma das atividades do Mentalidades Matemáticas que o professor utiliza é o Papel Diamante. “O aluno é estimulado a dar quatro soluções para o mesmo problema. Não são aquelas atividades que podem ser facilmente respondidas com uma fórmula pronta. O estudante precisa pensar numa estratégia. Isso o faz sentir-se desafiado.”

Aprendizado para toda a família

Mais uma história que você vai gostar de conhecer é a de Annaly Schewtschik, de Ponta Grossa (PR). Ela levou os preceitos e atividades do Mentalidades Matemáticas para a televisão! Por conta da pandemia, suas aulas passaram a ser televisionadas, e foi a aposta em recursos visuais, fazendo uso da abordagem, que tem feito crianças e adultos aprenderem e tomarem gosto pela matemática!

“Uso muito colorido para que os alunos compreendam os conceitos, façam relações, identifiquem padrões e relacionem ideias da matemática nesses momentos”, declarou a educadora ao blog. Conclusão: mesmo a distância, o ensino acontece!

Annaly monta e dá aulas para o 5º ano | Acervo pessoal

Inspire-se!

Gostou de conhecer essas histórias? Todos esses professores têm em comum o uso da abordagem Mentalidades Matemáticas em sala de aula. Apostando em uma matemática mais aberta, criativa e visual, é possível fazer com que os alunos se encantem pela disciplina! Clique aqui e conheça mais sobre o programa que pode revolucionar a sua escola também.

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