As leis de Murphy e a matemática

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Edward Aloysius Murphy Jr. ficou conhecido no mundo inteiro por uma simples frase: se algo pode dar errado, dará. Apesar de parecer só um mito bem-humorado que assombra os azarados, o preceito tem uma explicação matemática por trás, sabia? Na verdade, diversas teorias que fazem parte da famosa lei de Murphy têm um quê científico escondido. Entenda mais sobre isso a seguir.

Leis de Murphy com explicação matemática

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Se algo pode dar errado, dará

A máxima de Aloysius Murphy foi dita em 1949, durante mais um dia de trabalho do engenheiro. Capitão da Força Aérea Americana, para medir os efeitos da desaceleração em pilotos, ele construiu um equipamento para registrar os batimentos cardíacos e a respiração desses profissionais. O problema é que ocorreu uma pane na máquina de Murphy e, quando foi ver o que tinha acontecido, o capitão percebeu que a instalação estava errada. Foi aí que veio a famosa declaração.

Agora vamos à parte matemática: não é que tudo dê errado sempre, mas vamos combinar que quanto mais tempo uma tarefa durar, maiores se tornam as chances de algum contratempo acontecer. E isso não tem nada de pessimismo, basta pensarmos estatisticamente, não é mesmo?

Defensores da teoria também apontam o papel da nossa memória seletiva nessa história. Muitas vezes, tendemos a lembrar mais dos momentos em que as coisas não deram certo, mas isso não significa um padrão.

A torrada sempre cai com a manteiga para baixo

A ciência por trás da lei de Murphy já inspirou uma série de artigos explorando essa relação. Um dos nomes mais conhecidos nessa tarefa é Robert Matthews, um físico britânico. Bom, a história da torrada ele explica de maneira simples: a grande questão é a altura da mesa. Em geral, ela não será tão alta a ponto de a torrada, ao cair, ter tempo de dar uma volta completa no ar. Então ela irá atingir o chão exatamente da maneira como caiu (seja com manteiga ou não).

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Claro que aí também entra a probabilidade: a chance de a torrada cair com a manteiga para cima ou para baixo é de 50%. E se você não estiver apoiando o alimento em uma mesa convencional, se estiver de pé etc., todos esses fatores irão influenciar. Mas, como na maioria dos casos passamos manteiga na torrada apoiados em cima da mesa e o lado com a manteiga fica para cima, daí a explicação de Matthews entra em ação.

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A outra fila é sempre mais rápida

Vamos de probabilidade: a fila mais demorada, em geral, é a que tem mais gente, portanto, as chances de estarmos nela são maiores. Ainda no estudo das chances sobre a ocorrência de um resultado, vamos pensar em quatro filas. Temos quatro opções, mas apenas uma escolha. Logo, as chances são de 75% de uma das outras filas andar mais rapidamente.

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Também há quem coloque nessa balança a questão da percepção. É mais comum prestar atenção no tempo quando estamos parados do que em movimento, já percebeu? “A lei de Murphy não é a previsão de um destino inevitável, mas justamente uma lembrança de que, se existe a possibilidade de que algo ocorra, o dado não pode ser ignorado”, coloca Nick Spark, mais um dos estudiosos sobre o assunto. 

Meias “desparceiradas” 

“As meias entram na máquina de lavar de duas em duas e saem de uma em uma.” Já ouviu essa história? Bom, se você se identificou, pode recorrer novamente à matemática para explicá-la. Matthews, fazendo uso da teoria combinatória e de probabilidade, lembra um princípio básico: a perda de uma meia deixa mais meias sem par.

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As chances de pegarmos um par correto de meias, segundo a análise combinatória, diminui de acordo com o maior número de meias que tivermos. E, quanto às meias soltas, não iremos usá-las, de modo que as próximas meias perdidas serão aquelas com par, em uso, o que vai aumentando a quantidade de meias soltas.

Como podemos ver, o grande segredo está na probabilidade. Ao invés de jogar tudo na conta da falta de sorte, vale avaliar quais são as chances de um determinado evento acontecer. As condições iniciais são relevantes para a previsão de qualquer evento futuro. Outras ideias que vão ao encontro da lei de Murphy estão na teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. De acordo com ela, um erro sempre poderá ocorrer. Seja como for, é melhor tomar cuidado ao passar manteiga no pão!

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