Como o erro e a colaboração resultaram em uma das descobertas mais importantes de todos os tempos

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Sabemos que experimentos científicos dificilmente dão certo logo de cara. É na base da tentativa e erro que grandes descobertas surgem. Então por que em sala de aula valorizamos apenas os acertos? Pesquisas de neurociência mostram, inclusive, que ocorrem mais sinapses no nosso cérebro quando erramos. E é baseado em tudo isso que o movimento Mentalidades Matemáticas defende um novo olhar para o erro – sem broncas, mas como parte do processo de aprendizagem.

Para quem não acredita nesses princípios, hoje resgatamos a história de uma das maiores descobertas da medicina e da humanidade: a penicilina. Foi a partir dela que deu-se início a nada menos que a era dos antibióticos, e inúmeras doenças antes fatais tornaram-se tratáveis e curáveis.

E você sabia que foi a partir de um erro que essa descoberta foi feita? E mais: o trabalho em equipe também contou para que a penicilina chegasse a todos os pacientes. A seguir, veja como tudo isso aconteceu.

Erro + colaboração = inovação!

Médico, o escocês Alexander Fleming estava estudando a  Staphylococcus aureus, bactéria que na época, em 1928, causava graves infecções na população. Era mais um dia de trabalho e Fleming deixou as bactérias em uma placa cheia de nutrientes – processo que os cientistas chamam de cultura –, para que elas crescessem e ele pudesse observá-las melhor. Mas o pesquisador saiu de férias e o experimento lá ficou. Semanas depois, ao retornar ao laboratório, algumas dessas placas de cultura estavam mofadas.

Um problema à primeira vista, foi analisando mais cuidadosamente que Fleming notou que ao redor do mofo de uma das placas havia uma área transparente. Isso significava que não havia mais bactérias naquele local. Eureca! O fungo que tinha gerado o mofo estava soltando uma substância que matava as bactérias.

Alexander Fleming, que descobriu a penicilina
Imagem: Reprodução

Penicillium notatum, foi esse o fungo identificado por Fleming, que chamou a substância produzida por ele de penicilina. Fatal às bactérias e sem toxicidade ao corpo humano, a descoberta aparentemente errada inaugurou a era dos antibióticos e rendeu a Alexander Fleming o Nobel de Medicina em 1945.

Mas sabia que a princípio a penicilina não chamou tanto a atenção da comunidade científica? O problema é que não era fácil produzi-la em escala suficiente para que fosse usada no tratamento de pacientes. Foi mais de dez anos depois, em 1939, que os cientistas Howard Florey e Ernst Chain retomaram as pesquisas de Fleming e conseguiram levar a produção para escala industrial. O Nobel foi conquistado pelo trio, e prova que, além de um novo olhar para o erro, a colaboração faz a diferença! 

Que tal usar essa história em sala de aula para motivar os alunos? Aproveite e inspire-se você também e aposte em mais trabalhos em grupo. Neste post trazemos algumas dicas para fazer dessa atividade um momento realmente proveitoso para todos. Porque vamos combinar, se o erro e a colaboração revolucionaram a ciência, por que não olhar para esses aspectos com mais atenção e transformar a educação dos futuros inventores?

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1 Comentário

  • Sempre valorizei o erro como forma de estimular o aluno a perder o medo de errar, e ser mais participativo nas aulas.

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