Trabalho
em grupo

Uma sala de aula democrática, onde cada aluno tem sua voz respeitada e sua responsabilidade definida. Essa é abordagem de trabalho em grupo adotada pelo Programa Mentalidades Matemáticas. Saiba mais:

Ensino para equidade

Há mais de 20 anos, o Instituto Sidarta trabalha para que as crianças alcancem níveis mais altos de desempenho. Após visitas a salas de aula da Universidade de Stanford, conhecemos a professora Rachel Lotan. Em 2016, iniciamos os estudos e a implementação do Ensino para Equidade (EpE) nas salas de aula do Colégio Sidarta, escola de aplicação do Instituto. Muito além de estratégias de trabalho em grupo, o EpE parte da convicção de que todos os alunos são capazes de aprender e oferece estratégias para salas de aula intelectualmente instigantes e colaborativas.

A estratégia de cada grupo para chegar ao resultado é uma construção coletiva. Em seus grupos, eles debatem internamente o processo e o cálculo. Para manter o engajamento, cada aluno tem suas próprias responsabilidades na equipe, seguindo princípios da pesquisadora Rachel Lotan, da Universidade de Stanford. 

O professor deixa de interferir e passa a mediar as relações com o conteúdo, incentivando os estudantes a pensarem por eles próprios. De acordo com Rachel Lotan, há evidências científicas de que estar em grupo e interagir com pessoas diferentes, que podem ter outras ideias, contribui para o desenvolvimento intelectual e da linguagem, já que é preciso argumentar, ouvir, interpretar, chegar a um consenso. Quanto mais interação, mais aprendizagem. E o papel do professor, como mediador, é incentivar a autonomia, cooperação e participação equitativa de todos dentro do grupo. É ele quem garante a participação equitativa e um aprendizado relevante e rigoroso. 

Ao invés de concentrar, ele delega autoridade para que aos alunos se esforcem sozinhos e exponham-se ao erro, compreendido como parte do processo de aprendizagem. 

Por isso as atividades propostas devem ser abertas, com múltiplas habilidades intelectuais e que exijam interdependência positiva e responsabilidade individual. Assim, os alunos aprendem que existem muitos caminhos para resolver o mesmo problema matemático.

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