Confira a lista de oficinas do 4º Encontro Mentalidades Matemáticas
Atualizado em: 31/08/2026

Realizadas em dois momentos complementares, um no sábado, 12 de setembro, e outro no domingo, 13 de setembro, as oficinas do 4º Encontro Mentalidades Matemáticas serão um espaço para a experimentação de práticas de sala de aula desenvolvidas de acordo com os princípios da abordagem MM. Confira a seguir a lista das 10 oficinas aprovadas:
AVALIAÇÃO PARA A EQUIDADE NAS MENTALIDADES MATEMÁTICAS: DA ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS À CONSTRUÇÃO DE FEEDBACKS E RUBRICAS
Autores: Matheus Alves da Silva Ronconi Costa e Víctor Belmonte Major De Paula
A promoção da equidade no ensino de Matemática exige práticas pedagógicas que reconheçam a diversidade de formas de pensar, aprender e participar dos estudantes. Nesse contexto, a avaliação formativa assume papel central ao possibilitar a identificação de evidências de aprendizagem, a construção de feedbacks significativos e a elaboração de instrumentos avaliativos comprometidos com o desenvolvimento dos estudantes. Esta oficina tem como objetivo proporcionar a professores de Matemática da Educação Básica e estudantes de Licenciatura em Matemática experiências práticas relacionadas à avaliação para a equidade, fundamentadas nos princípios das Mentalidades Matemáticas. Organizada em dois encontros de duas horas cada, a proposta articula tarefas matemáticas abertas, trabalho colaborativo em grupos heterogêneos, utilização de um instrumento de monitoramento da compreensão, análise de evidências de aprendizagem, construção de feedbacks, elaboração de rubricas avaliativas e uso crítico da Inteligência Artificial. Os participantes serão convidados a analisar produções estudantis, reconstruir feedbacks a partir da trajetória de aprendizagem dos estudantes, elaborar instrumentos avaliativos e propor alternativas para o desenvolvimento de habilidades presentes em avaliações externas. Espera-se contribuir para a ampliação das concepções de avaliação, fortalecendo práticas pedagógicas comprometidas com a aprendizagem, a participação e a equidade.
CONSTRUINDO CAMINHOS PARA RECOMPOSIÇÃO, EQUIDADE E PENSAMENTO MATEMÁTICO NAS PREMISSAS DO PROGRAMA MENTALIDADES MATEMÁTICAS
Autor: Ednei Leite de Araújo
Esta oficina propõe um caminho processual para a construção de sequências didáticas orientadas pelas premissas do programa Mentalidades Matemáticas, com foco em recomposição das aprendizagens, equidade e desenvolvimento do pensamento matemático. Parte-se da compreensão de que Mentalidades Matemáticas precisam de estrutura curricular para ganhar consistência, coerência e congruência no planejamento docente. A atividade será desenvolvida em momentos articulados: sensibilização inicial com rotina de pensamento; estudo dos pilares da matemática visual, criativa e engajadora; vivência em equipes inspirada na aprendizagem baseada em equipes; e elaboração de um planner de sequência didática. Os participantes escolherão uma habilidade prioritária da BNCC, identificarão habilidades de anos anteriores que favoreçam a recomposição e construirão uma atividade norteadora com mediação docente, múltiplas representações, reflexão e avaliação formativa. Espera-se que a oficina contribua para concretizar o currículo em práticas objetivas, profundas e emancipadoras, promovendo flexibilidade e valorização de estratégias pessoais, raciocínio, argumento, lógica, racionalidade, discurso e mentalidade de crescimento
DA ATIVIDADE À APRENDIZAGEM: INCORPORANDO A ABORDAGEM MENTALIDADES MATEMÁTICAS EM SALA DE AULA
Autoras: Debora Ferreira Ricardo e Eduarda de Jesus Cardoso
Esta oficina tem como objetivo promover a reflexão e a experimentação dos princípios da abordagem Mentalidades Matemáticas (MM), evidenciando como eles podem ser incorporados a diferentes atividades matemáticas por meio de escolhas pedagógicas intencionais. A proposta parte da compreensão de que a implementação dessa abordagem não depende exclusivamente da adoção de tarefas específicas, mas da forma como as experiências de aprendizagem são planejadas, mediadas e discutidas em sala de aula. A oficina será desenvolvida em duas sessões de 1h30 cada. Na primeira, os participantes serão convidados a compreender e vivenciar princípios centrais da abordagem, como a colaboração, a valorização de múltiplas estratégias, a argumentação e a participação ativa dos estudantes. Na segunda, analisarão e ressignificarão tarefas matemáticas à luz desses princípios, refletindo sobre o papel da mediação docente na construção de ambientes de aprendizagem alinhados à abordagem MM. Espera-se que a oficina contribua para ampliar o repertório dos participantes e fortalecer a compreensão de que tarefas alinhadas a abordagem Mentalidades Matemáticas dependem menos da natureza da tarefa em si e mais das condições de aprendizagem criadas pelo professor para favorecer a participação, a investigação e a construção coletiva do conhecimento matemático.
DESENVOLVENDO O PENSAMENTO ALGÉBRICO: UMA PROPOSTA VISUAL E CRIATIVA PARA ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Autores: Fernando Barnabé e Liana Queiroz
Esta oficina propõe uma vivência formativa focada no desenvolvimento do pensamento algébrico por meio da atividade investigativa “Caso a Caso”, fundamentada na abordagem Mentalidades Matemáticas. A proposta visa desmistificar a álgebra enquanto mera manipulação de símbolos abstratos, apresentando-a como o estudo de padrões e generalizações visuais. Durante a oficina, os participantes irão explorar o crescimento de sequências figurativas, discutindo como diferentes casos se relacionam entre si e como as mudanças podem ser expressas de múltiplas e criativas maneiras. A articulação entre a visualização, o registro e a formalização algébrica permite uma compreensão profunda da variação e das funções. O objetivo é instrumentalizar os participantes com estratégias abertas que promovam a equidade e o engajamento intelectual dos estudantes, transformando o ensino da álgebra em uma prática investigativa e colaborativa em consonância com as competências da BNCC.
ENXERGANDO NÚMEROS DENTRO DE NÚMEROS: DA CONVERSA DE PONTOS ÀS INVESTIGAÇÕES COM NUMBERBLOCKS
Autora: Flavia Brito
Esta oficina tem como objetivo explorar o desenvolvimento do senso numérico na Educação Infantil por meio de experiências matemáticas visuais, abertas, criativas e equitativas, fundamentadas nos princípios das Mentalidades Matemáticas. A proposta parte da rotina Conversa de Pontos, favorecendo o desenvolvimento da subtização, a percepção de estruturas numéricas, diferentes estratégias de quantificação e a valorização da diversidade de raciocínios. Em seguida, os participantes serão convidados a investigar a grande ideia matemática “Enxergando números dentro de números”, utilizando blocos matemáticos (Numberblocks) para compor e decompor o número 10 de diferentes maneiras. Durante a experiência, serão discutidas possibilidades de mediação docente que promovam visualização, argumentação, criatividade matemática, colaboração e desenvolvimento do senso numérico desde a Educação Infantil. Ao final, os participantes realizarão uma rotina de pensamento voltada à metacognição, refletindo sobre as aprendizagens construídas, as conexões com os princípios das Mentalidades Matemáticas e as possibilidades de aplicação em seus contextos educativos. Espera-se que a oficina contribua para ampliar o repertório pedagógico dos participantes e fortalecer práticas que contribuam para o desenvolvimento do senso numérico nas crianças.
JOGANDO COM FUNÇÕES: TRÊS ATIVIDADES PARA O ENSINO DE FUNÇÕES NO ENSINO MÉDIO
Autores: Mateus Mendes Magela, Nelson Garcez Lourenço e Tulio Coutinho Koneçny
Esta oficina tem como objetivo apresentar três jogos educativos, Power Range, Night of Linear Dead e Parable Invaders, desenvolvidos para o ensino de funções no primeiro ano do Ensino Médio. Estes jogos foram criados para integrar princípios da abordagem Mentalidades Matemáticas: incentivo ao erro como oportunidade de aprendizagem, uso de múltiplas representações matemáticas e promoção do trabalho colaborativo. Além disso, foram concebidos em alinhamento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e incorporam o uso de tecnologia digital, como o GeoGebra. Durante a oficina, os participantes vivenciarão as três experiências de jogo, refletirão sobre seu potencial pedagógico e discutirão estratégias para sua implementação em sala de aula. A proposta visa demonstrar como o jogo, quando intencional e bem estruturado, pode transformar a relação dos alunos com a matemática, ampliando o engajamento, a compreensão conceitual e a confiança matemática.
MENTES CURIOSAS E CRIATIVAS: UMA JORNADA POR ESTAÇÕES INVESTIGATIVAS DE MATEMÁTICA VISUAL E PENSAMENTO COMPUTACIONAL
Autora: Maristela Alcantara
Esta oficina propõe uma experiência investigativa baseada nos princípios das Mentalidades Matemáticas, da Matemática Visual e do Pensamento Computacional. Os participantes vivenciarão uma dinâmica de estações rotativas, explorando diferentes tabuleiros e materiais manipuláveis desenvolvidos pelo CuriosaMenteCriativa.Lab. A proposta busca evidenciar como desafios visuais, jogos de raciocínio lógico e atividades investigativas favorecem a construção de significados matemáticos, o desenvolvimento da criatividade, da persistência e da confiança para aprender matemática. Durante a oficina, os participantes serão convidados a formular hipóteses, identificar padrões, construir estratégias, testar soluções e compartilhar diferentes formas de raciocínio. Ao final, será realizada uma reflexão coletiva sobre as potencialidades pedagógicas dos materiais apresentados e suas possibilidades de aplicação em diferentes etapas da Educação Básica. Espera-se que a experiência contribua para ampliar a compreensão sobre práticas matemáticas que valorizam a exploração, a colaboração e o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento.
MULTIPLICAÇÃO, MENTALIDADES MATEMÁTICAS E O QUE REALMENTE ENSINAMOS
Autora: Karoline Moraes Sobocinski
Esta oficina tem como objetivo discutir o conceito de multiplicação, tomando-o como uma grande ideia matemática que envolve relações, representações e diferentes formas de raciocínio. A oficina, destinada a estudantes de licenciatura em Matemática, professores de Matemática e pedagogos, organiza-se em quatro momentos: provocação inicial; vivência matemática; investigação com uso crítico de inteligência artificial generativa; retorno à imagem inicial e síntese coletiva. A partir da análise de uma situação real de sala de aula: uma prova em que uma criança teve sua resposta marcada como errada por não atender a expectativa de resposta da professora. Os participantes são convidados a investigar o que é multiplicação, como grande ideia conectada, que atravessa os números naturais, números racionais e números irracionais. O percurso metodológico articula a abordagem das Mentalidades Matemáticas de Boaler, no que se refere à Matemática visual, às tarefas de piso baixo e teto alto, o valor do erro, ao esforço produtivo e à identidade matemática. Espera-se que, ao final da oficina, os participantes possam distinguir o ensino de procedimentos da compreensão conceitual, reconhecer diferentes estratégias de pensamento dos estudantes e problematizar práticas pedagógicas que reduzem a matemática apenas à reprodução de respostas esperadas.
NÚMEROS HEXAGONAIS E ESPAÇONAVES CÚBICAS
Autora: Raquel Guimarães de Medeiros
Esta oficina propõe a vivência de uma atividade inspirada na publicação “Espaçonaves cúbicas e números hexagonais”, da seção Matematicamente da revista Ciência Hoje das Crianças, articulando princípios da abordagem Mentalidades Matemáticas, de Jo Boaler, e do trabalho em grupo na perspectiva de Elizabeth Cohen e Rachel Lotan. Por meio de uma tarefa aberta, visual, criativa e de piso baixo e teto alto, os participantes serão convidados a investigar padrões, formular conjecturas, construir argumentos e compartilhar estratégias de resolução em diferentes configurações de trabalho. A proposta busca evidenciar possibilidades de promoção da equidade, do pensamento matemático, do pensamento visual, da argumentação e da colaboração, favorecendo reflexões sobre práticas pedagógicas que ampliem as oportunidades de aprendizagem matemática para todos os estudantes.
SUBITIZAÇÃO: SÓ PARA CHAMAR A ATENÇÃO UMA CONVERSA SOBRE SENSO NUMÉRICO
Autoras: Vivan Jesus dos Santos Neves e Tatiana Lima Koga
O presente trabalho apresenta uma proposta de oficina pedagógica que toma a subitização como elemento inicial para a discussão sobre a apropriação do senso numérico nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Constata-se que, nessa etapa escolar, o processo de construção do conceito de número e o papel do senso numérico para sua consolidação raramente são explicitados. Desenvolvida em dois momentos, a oficina inicia-se com o jogo “Tangram da Subtração”, conectando geometria com a visualização numérica, seguida pela fundamentação teórica pertinente. No segundo momento, a metodologia integra o uso das Barras Cuisenaire para proporcionar uma experiência multissensorial — visual e tátil, fundamentada nos princípios das Mentalidades Matemáticas. Adicionalmente, as dinâmicas e os papéis do trabalho em grupo são discutidos de forma transversal. Busca-se, a partir da subitização, conduzir os participantes a uma compreensão ampla e integrada do senso numérico flexível, analisando como o reconhecimento estruturado de padrões visuais e a manipulação de grandezas servem de alicerces para o pensamento matemático. Alinhada à perspectiva da matemática visual, flexível e criativa, a ação visa mitigar as lacunas teóricas e práticas observadas na abordagem dessa temática.
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