Katherine Johnson: a matemática que levou o homem à Lua

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O dia 20 de julho ficou marcado por um dos maiores acontecimentos da ciência espacial: a chegada do primeiro homem na Lua, em 1969. Embora o nome de Neil Armstrong seja o mais famoso dessa história, fato é que a conquista envolveu o trabalho de uma equipe grande. E uma das grandes contribuições veio de Katherine Johnson, matemática responsável por nada menos que os cálculos que garantiram o sucesso da viagem.

“O senhor me diz quando e onde quer que aterrisse [a nave], e eu lhe direi onde, quando e como lançá-la.” A famosa frase de Katherine ilustra a relevância do seu trabalho e também a confiança que muitos colegas depositavam nela. Antes do Apollo 11, a cientista já havia contribuído com os voos dos astronautas Alan B. Shepard Jr. e  John Glenn, no início dos anos 1960. Glenn, inclusive, chegou a declarar sobre os cálculos dos computadores da NASA que Katherine verificou: “Se ela diz que são bons, então estou pronto para ir”. 

Katherine Johson
Imagem: NASA

Hoje pode parecer inimaginável uma agência espacial sem computadores, mas naquela época “os computadores usavam saias”, costumava dizer Katherine referindo-se ao seu trabalho e o de suas colegas, como mostrou o filme “Estrelas além do tempo”, que recordou a trajetória de Katherine, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. O trio fazia parte da equipe feminina e afro-americana da NASA.

Antes da era da computação na agência, papel, lápis e régua eram os instrumentos de trabalho utilizados para calcular as viagens para fora da Terra com precisão. E cérebros matemáticos, como os das cientistas retratadas no filme, davam conta de tudo isso. 

Despertar para a matemática

Katherine Johnson se graduou em Matemática em 1937, pela Universidade Estadual de West Virginia. Na época com 18 anos, ela gostaria de ser uma pesquisadora. Mas começou sua carreira como professora, em uma escola pública para negros (a segregação racial ainda predominava nos Estados Unidos).

O seu ingresso na NASA se deu em 1953, período em que a agência ainda se chamava NACA. Ela atuava no Laboratório Langley, sob a direção de Dorothy Vaughan, responsável pela seção de computação da área ocidental para negros. A matemática atuou na agência até 1986.

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Imagem: Freepik

Como dá pra notar, a trajetória de Katherine também foi marcada pela segregação. Ela e suas colegas afro-americanas trabalhavam em um escritório à parte, e usavam um refeitório e um banheiro separados dos funcionários brancos. Foi apenas em meados de 1965 que as leis segregacionistas dos Estados Unidos chegaram ao fim.

Carreira de destaque

Tanto pioneirismo rendeu a Katherine Johnson diversas homenagens. Em 2015, ela recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha da Liberdade, a maior condecoração civil dos Estados Unidos. Dois anos depois, a NASA batizou um dos seus edifícios com o seu nome. 

A própria agência chegou a afirmar que os grandes feitos espaciais que marcaram sua história não teriam sido possíveis “sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”. Curiosa, confiante e empenhada, a cientista conquistou o mundo – e o espaço – com o seu trabalho. Que tal levar essa história inspiradora para a sala de aula?

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1 Comentário

  • Olá professor, li o texto e achei muito interesante,a matemática é importante até para chegar a lua.

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