Matemática não é um dom

Matemática é um dom? Existem pessoas de humanas ou de exatas? A neurociência comprova que não. Todos podem aprender em altos níveis. Saiba mais:

Todos podem aprender em altos níveis

Quando os alunos não conseguem memorizar ou usar bem os números, mas produzem fortes ideias e representações visuais, geralmente são encaminhados às aulas de reforço. Esse poderia ser o motivo por que alguns de nossos maiores cientistas – Albert Einstein e Thomas Edison, por exemplo – foram menosprezados por seus professores. Einstein dizia que todo o seu pensamento era visual e que ele teve muitas dificuldades para transformar suas ideias em palavras e símbolos. A percepção de que “quem é bom em matemática, é mais inteligente”, “sou de humanas, não sou de exatas”, e frases do tipo permeiam a sociedade e têm graves consequências: muitos desistem da matemática e mesmo aqueles que se percebem mais habilidosos em matemática acabam evitando desafios.

Cérebro matemático?

Ao contrário do que muitos pensam, ser rotulado como “superdotado” pode ser devastador para uma criança. Muitos de nós já tivemos colegas “muito inteligentes” na escola, que aparentam aprender tudo com enorme facilidade e sempre tiram boas notas. Alguns chegam a ser considerados “gênios”, ou “superdotados”. Mas esse ótimo desempenho escolar não é garantia de sucesso na vida ou êxito acadêmico eterno. Para Jo Boaler, professora da Faculdade de Educação da Universidade Stanford, essa percepção de “inteligência” como algo inato e o rótulo de “superdotado” podem prejudicar mais do que ajudar. 

A neurociência já demonstrou que não existe cérebro matemático. O órgão na verdade possui uma plasticidade e quanto mais o usamos, testando, errando, tentando diferentes caminhos, usando diferentes recursos, mais conexões neurais são formadas, ou seja, mais o nosso cérebro “cresce”. Por meio da mudança de mentalidade perante a matemática aliado à mudança de crenças do que significa ser bom na disciplina, criamos oportunidades verdadeiras para a investigação dos alunos de conteúdos mais profundos.

Educar sem rotular, sem criar barreiras ou limites: esse é o desafio. Uma mente livre em constante desenvolvimento e crescimento é o que desejamos de nossos alunos. Todos têm potencial para aprender em altos níveis. O que precisa mudar urgentemente é a forma de ensinar.

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