4 livros sobre matemática e equidade para professores

Pesquisadoras mostram como trabalhar com a pluralidade a favor da aprendizagem

Dentro de uma sala de aula encontramos grupos heterogêneos. Cada aluno traz uma bagagem própria que pode ser muito diferente daquela que o colega da carteira ao lado carrega. Para os professores, mais do que acolher essas particularidades, é possível usar toda a diversidade de uma mesma turma a favor da aprendizagem. Até mesmo em disciplinas da área de exatas, como a matemática, trabalhar com a equidade é fundamental.

Assim como não há somente um perfil de aluno, tampouco existem linhas de pensamento únicas. E no lugar de fazer todo mundo aprender da mesma maneira, por que não incentivar um trabalho múltiplo e diverso? Ideias para colocar essas sugestões em prática foram estudadas por pesquisadoras em educação, que as reuniram em livros para professores de todos os níveis. Conheça algumas dessas obras a seguir:

De professor para professor: livros para ensinar matemática com equidade

 

  • Planejando o trabalho em grupo – Estratégias para salas de aula heterogêneas

As pesquisadoras da Universidade de Stanford Rachel Lotan e Elizabeth Cohen (1932-2005) reúnem nesta obra orientações para práticas em grupo e como fazer para que todos os integrantes participem ativamente. Elas também destacam, com base em pesquisas, a importância desse tipo de trabalho para a aprendizagem. Segundo as autoras, atividades assim contribuem para a autonomia dos alunos, a argumentação, a cooperação e a construção de salas de aula equitativas.

  • Conversas numéricas

A resposta é a mesma, mas um problema matemático pode ser resolvido por meios muito diferentes. A estratégia pedagógica “Conversas numéricas” trabalha exatamente com essa diversidade, e Cathy Humphreys e Ruth Parker apresentam o método a professores neste livro. Em linhas gerais, a prática consiste em solicitar aos alunos para que resolvam um problema sem usar lápis e papel ou algoritmos. No final, os professores devem perguntar como cada um chegou à resposta. Será possível observar uma diversidade de métodos utilizados. Depois, os professores podem usar as estratégias dos alunos para novos problemas, estimulando a criatividade e o compartilhamento de ideias.

  • Mentalidades matemáticas em sala de aula

Em dois volumes, as educadoras Jo Boaler, Jen Munson e Cathy Williams compartilham com professores atividades para colocar em prática o programa Mentalidades Matemáticas. A abordagem defende o ensino de uma matemática mais aberta, criativa e visual, mostrando possibilidades diferentes dos métodos tradicionais para estimular o raciocínio dos alunos. O trabalho colaborativo é reforçado no programa, que aponta que todos podem aprender matemática e que não existem pessoas boas ou pessoas ruins na disciplina.

Os livros podem ser encontrados em livrarias especializadas.

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