Professores aplicam atividades abertas, criativas e visuais no Dia da Matemática

17 de março

No último dia 14 de março foi celebrado o Dia Internacional da Matemática. Criada pela UNESCO por sugestão da União Matemática Internacional (IMU), a data este ano teve como tema a “Matemática para um mundo melhor”. De acordo com o site oficial do evento, a matemática é uma linguagem comum ao planeta e é uma parte essencial do patrimônio cultural da humanidade, presente nas artes, na música, jogos e no bem-estar humano. Incrível, não é mesmo? A matemática está em tudo!

Uma página do site tem exemplos concretos do uso da matemática no dia a dia, como análise de pandemias, inteligência artificial, música digital, jogos de computador, big data, previsão do tempo, ferramentas de pesquisa na internet, exames médicos e até o design de montanhas-russa. 

Ah, e você sabia que o Dia da Matemática também é o Dia do Pi? O famoso e enigmático número foi a inspiração para a escolha do dia 14 de março! Embora no Brasil a gente represente as datas utilizando o dia antes do mês (14/3), em alguns países essa escrita é feita ao contrário. Portanto, 3/14, o que lembra? Pois é, a letra grega que representa a aproximação mais conhecida de π!

Professores aplicam atividades abertas, criativas e visuais

Confira as atividades aplicadas pela equipe do Programa Mentalidades no Colégio Sidarta, escola de aplicação do Instituto Sidarta:

Colorindo mapas

Em comemoração à data, os alunos do 4º e 5º anos fizeram adaptações na atividade “Colorindo Mapas” disponível no site Mathigon. A atividade possibilita que estudantes entrem em contato com o Teorema das Quatro Cores (já falamos sobre ele aqui no blog!) que diz: dado um mapa plano, dividido em regiões, quatro cores são suficientes para colori-lo de forma que regiões vizinhas não partilhem a mesma cor.

“Colorindo Mapas” foi aplicada de modo remoto e os alunos enviaram as imagens produzidas. O primeiro mapa foi pintado como um ensaio da atividade, por isso os alunos tinham a opção de utilizar as setes cores disponíveis, desde que regiões fronteiriças não fossem pintadas com a mesma cor. A cada novo mapa, eles deveriam utilizar menos cores em relação ao mapa anterior.

Após realizarem a atividade, os alunos fizeram o compartilhamento de suas impressões e conjecturas. “O momento de compartilhamento entre os alunos na sala de aula é de extrema importância, pois esse é o momento em que cada um apresenta seu ponto de vista, sua estratégia”, afirmou Márcia Santos, formadora do programa MM e professora do Colégio Sidarta.

Aluno do 5º ano utilizou apenas 4 cores para pintar o mapa da Alemanha.

Caça ao Tesouro 

Os alunos do 1º, 2º e 3º ano da professora Susy Nagaki descobriram que a matemática está presente no cotidiano com a atividade “Caça ao Tesouro“. Susy explica que a atividade precisa ser, idealmente, jogada por equipes de até 6 crianças. “É uma brincadeira rica em descoberta, pensamento criativo e cooperativo, que são fundamentais na matemática”, explicou.

Alunos participam da atividade “caça ao tesouro”.

Antes de iniciar a atividade, é necessário escolher as áreas onde os participantes irão procurar itens. Pode ser dentro da escola, num parque, no quarteirão da cidade ou em outro lugar que seja grande o suficiente para que os grupos possam fazer descobertas independentes, mas pequeno o suficiente para que eles se encontrem durante a busca e sintam que estão jogando juntos.

“Estabelecemos dois dias de atividades com o tempo limite de 30 minutos para as crianças explorarem o jogo em grupo e 20 minutos de socialização. A atividade não deve terminar quando ‘todos os itens são encontrados’, porque há sempre a chance de melhorar um achado anterior. É uma atividade colaborativa, para que as equipes possam ajudar umas às outras a completar suas listas”, explicou Susy Nagaki.

A professora utilizou cartão de atividades contendo 7 itens que os grupos deveriam encontrar. “É importante estabelecer normas para que eles aproveitem melhor a proposta: o grupo deve se manter unido, conversar, decidir juntos e escutar uns aos outros. Os itens devem ser fáceis de identificar até mesmo por pessoas sem conhecimento matemático específico. Eles não são sobre encontrar respostas para os problemas, mas sim olhar para o mundo ao nosso redor como um matemático faz”, diz a professora.

Quando um item da lista é encontrado, deve-se tirar uma foto dele. Depois de encontrarem todos os itens, a turma comenta sobre os tesouros localizados. “Transmitimos as imagens no retroprojetor para que todos pudessem observar o que cada grupo encontrou. Não há vencedores individuais. Este é um jogo colaborativo onde o objetivo é se divertir e olhar coisas de um ponto de vista diferente, focando em alguns aspectos das coisas que fazem parte de diferentes ramos da matemática”, completa a professora.

Testagem em grupo

O grupo preenche, numa  planilha, quais testes faria para descobrir quem eram as duas pessoas infectadas no grupo com o menor custo possível. “Cabe ao grupo decidir qual será o melhor agrupamento”, explica o professor. Confira abaixo um modelo de tabela:

Ao final, o grupo também deve responder duas perguntas:

  • Com os testes mapeados vocês conseguirão encontrar as duas pessoas infectadas? Como você tem certeza disso?
  • Explique como o grupo chegou à estratégia final.

E aí, gostou das atividades?

Então fique ligado que a partir da próxima semana os professores contarão como foi essa experiência, incluindo dicas, desafios enfrentados pelos alunos, e muito mais. Não perca!