Dia das Mulheres na Matemática homenageia Maryam Mirzakhani

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Quase 160 anos separam o nascimento de Maryam Mirzakhani e Florence Nightingale, mas foi em 12 de maio que essas duas grandes mulheres que mudaram os rumos da história vieram ao mundo. Por isso a data coincide com a comemoração de duas importantes celebrações: o Dia das Mulheres na Matemática e o Dia da Enfermagem. 

Maryam Mirzakhani e Florence Nightingale
Imagens: Divulgação e Reprodução

O primeiro é uma homenagem à Maryam, a primeira mulher a receber uma Medalha Fields. Já o segundo comemora o nascimento da fundadora da enfermagem moderna, que revolucionou o sistema de saúde implementando, entre outras medidas, recursos estatísticos e de organização de dados.

Maryam e Florence extraíram da matemática artifícios para entender e melhorar o mundo. E – para a nossa sorte! – muitas outras mulheres seguiram os passos dessas personalidades históricas, usando a matemática como instrumento de empoderamento e representatividade. Neste 12 de maio, vamos recordar 4 delas que, além do gênero e do nobre ofício, compartilham na pele uma força única: são mulheres, matemáticas e negras. Conheça agora.

Marie Françoise Ouedraogo

Além das salas de aula no Departamento de Matemática da Université de Ouagadougou, em Burkina Faso, Marie incentiva ativamente as mulheres nas ciências como presidente da Associação de Mulheres Africanas na Matemática. 

Marie Françoise Ouedraogo
Imagem: Reprodução YouTube

A entidade funciona como uma comissão da União Matemática Africana, para fortalecer a presença feminina na área. Por meio da associação, Marie conseguiu reunir centenas de matemáticas no continente. A ideia da iniciativa, também, é ressaltar a importância da carreira científica para meninas, pois em algumas regiões da África ainda é forte a pressão social para o casamento e a maternidade, o que faz muitas mulheres deixarem os estudos em segundo plano.

Manuela Souza

Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Manuela atua na área de álgebra, como pesquisadora na teoria das identidades polinomiais. Aos 33 anos, ela está cursando o segundo pós-doutorado. Além da representatividade na universidade, abrindo caminhos para outras professoras e alunas, Manuela é presença constante em eventos e iniciativas contra a desigualdade de gênero e raça nas ciências. Em 2019, por exemplo, foi uma das palestrantes do Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas, realizado pelo Impa. 

Manuela Souza
Imagem: Reprodução YouTube

“As pessoas sempre se espantam que você é professora. Elas te associam às pessoas que estão ligadas aos serviços, no máximo aos terceirizados”, declarou Manuela ao Potência N, minidocumentário que acompanhou matemáticas negras durante o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) de 2018. “Eu estou ocupando um espaço que ‘não é meu’.”

Simone Leal

Ela é professora e vice-reitora da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Simone também atuou com a formação de professores utilizando robótica. Seu trabalho na universidade pública e com futuros profissionais da educação é um exemplo de que “quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, parafraseando a filósofa Angela Davis.

Simone Leal
Imagem: Reprodução YouTube

Diarra Bousso

A senegalesa Diarra Bousso divide o expediente entre a sala de aula e seu ateliê de roupas, fazendo da sua arte uma grande experiência matemática (e vice-versa!). Todas as estampas da sua marca, a DIARRABLU, são feitas utilizando conceitos matemáticos, provenientes, por exemplo, da álgebra e da geometria. E com seus alunos, os grafismos africanos se tornam objeto de estudo. Saiba mais sobre a trajetória dela clicando aqui

Para inspirar mais o Dia das Mulheres Matemáticas

Aqui no blog do Mentalidades Matemáticas você já conferiu outras histórias inspiradoras de educadoras e matemáticas negras. É o caso, por exemplo, de Maria Firmino dos Reis, Antonieta de Barros e Sonia Guimarães, que você pode ver neste post. Também não tem como não lembrar das grandes Dorothy Vaughn, Katherine Johnson e Mary Jackson, cientistas afroamericanas fundamentais na ida do homem à lua, retratadas no filme “Estrelas além do tempo”. Neste Dia das Mulheres na Matemática temos muito a celebrar – e também a lutar –, não é mesmo? Leve esses exemplos para a sua sala de aula e contribua você também com uma matemática mais equitativa!

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1 Comentário

  • FATOS E FEITOS MUITÍSSIMOS BEM LEMBRADOS E CHEIOS DE VERDADES QUE PRECISAM SER DIVULGADOS SEMPRE.

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